segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Monstros de carne e osso

Não sei quanto à você mas eu sempre fui simplesmente tarado por vilões. Do Vingador do Caverna do Dragão à Annie Wilkes de Louca Obsessão, passando por Leatherface, T-1000, Darth Vader e a Marqueza Isabelle de Merteuil, eles sempre foram meus personagens favoritos. Uma teoria que defendo é que se o vilão não funciona o filme também não. Dito isso, adiciono neste solene momento a figura acima, Ruth Chandler ( interpretada pela ótima Blanche Baker) da adaptação de mesmo nome para o cinema do livro "The Girl Next Door" de Jack Ketchum, na minha lista dos Melhores Vilões da História do Cinema. O filme narra os eventos baseados em fatos reais sobre uma adolescente órfã que morreu após semanas e semanas de inomináveis atos de tortura e abuso cometidos por sua tia e as crianças da vizinhança no porão de sua casa. Apesar do roteiro e diálogos medíocres jamais realmente provocarem o espectador e sua cenas chocantes ás vezes parecerem gratuitas demais, Blanche Baker cria uma personagem tão monstruosa por ser de carne e osso (o baseado em fatos reais dá arrepios) que tudo vale a pena. Você não sabe o que é dor até conhecer a Titia Ruth:




"Você não entende? A selva é a prisão."

Werner Herzog gostou tanto do épico de sobrevivência que contou no documentário Little Dieter Needs to Fly (1997) que filmou um longa baseado nos mesmos fatos em comunhão com o talentosíssimo Christian Bale. Rescue Dawn (O Sobrevivente, por aqui) comprova o amor de Herzog pelo material em um filme meticulosamente construído com ótimas performances e uma realismo impressionante. Quem precisa de gigantescos valores de produção para contar uma excelente história de guerra? As únicas ressalvas são em relação à previsibilidade da trama - perdoada por ser baseada em fatos reais - e ao próprio personagem de Dieter: não importa qual tortura ele enfrenta, jamais sofre um momento de vulnerabilidade, perdendo assim seus contornos humanos. Mas não muito. Herzog e Bale não perdem suas láureas.

domingo, 25 de novembro de 2007

Jamais tente assassinar alguém em uma sauna

"Cronenberg sabe filmar violência como ninguém." Se restou alguma dúvida sobre a veracidade dessa frase depois da obra-prima Marcas da Violência, dê uma olhada na cena da sauna de Senhores do Crime (Eastern Promises), novidade do bizarro e sempre talentoso diretor. Ui!

Je ne regrette rien

Próximo do final, fui ficando pequeninho diante da tela, me afundando na poltrona, sem fôlego, devorado pela aterrorizadora atuação de Marion Cotillard. Os créditos começaram a subir e eu, atônito, com os olhos cheios d'água, encarava a telona. Um momento único, pra todos que realmente AMAM cinema. Bravo.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

E o pior é que vai ter um 5

Personagens demais, cortes demais, pontas soltas demais, suspense e identificação de menos. O único parabéns que se pode dar às mentes que criaram Jogos Mortais 4 é a criatividade das novas armadilhas-torture-porn. E só. Depois de um filme brilhantemente roteirizado com um dos melhores finais-surpresa dos últimos tempos (apesar das péssimas atuações) e duas sequências irregulares (sendo a terceira melhor que a segunda), a série mostra claros sinais de cansaço. Sr. Hollywood, mate Jigsaw novamente, please. E queimem o corpo, antes que encontrem outra fita no **.

Cruzando os dedos


Depois da Espanha anunciar "El Orfanato" como seu representante no Oscar e das dezenas de críticas positivíssimas ao filme , um frio correu minha espinha. Teremos um novo "Os Outros"? Teremos que falar pra nos mesmos "É somente um filme!" novamente? God knows o quanto precisamos de qualidade no cinema de suspense. Mal posso esperar pra assistir!

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Dunder Mifflin Infinity

The Office - Toda a vez que acho que estupidez de Michael já chegou ao fundo do poço, ele me surpreende. Afinal, dirigir um carro pra dentro de um lago só porque o piloto automático disse e ainda por cima usar o acidente como desculpa pra desdenhar da tecnologia requer um "Michael". Neste segundo episódio da quarta temporada, a série continua hilária e demonstra muita a força de seus roteiristas. Quem diria que Ryan ia continuar a ter as situçãoes de puro constragimento, mesmo sendo o chefe? Poor Ryan.

Eles a chamam de Caolha



Tratando-se do filme com a personagem de onde Tarantino tinha se inspirado para nos presentear simplesmente Elle Driver (venero-a), esperava bastante deste Thriller - A cruel picture (1974). Esse é o problema com expectativas. Elas atrapalham, e muito. Mas neste caso, não foram elas o problema. O filme é derivativo e cansativo demais para empolgar, somando à isso o fato de as cenas pornôs descaradamente enxertadas deixarem tudo com um clima bagaceiro além do aceitável. Fala-se que foi proibido na Suécia. Só se foi de ruim. Mas tudo é perdoável, já que, sem este filme, nossa loirona-samurai-bitch-from-hell favorita jamais existiria. "Don't you ever wake up."

sábado, 29 de setembro de 2007

Oldies



I Spit On Your Grave (A Vingança de Jennifer) , 1978 - Depois de tomar conhecimento que este era um dos melhores filmes de grindhouse, e de já o ter visto sendo mencionado até em Pânico (a loirinha que morre na garagem menciona "I Spit On Your Garage"), realmente tinha expectativas mais altas para este filme. A violência nunca atinge níveis memoráveis e as atuações são péssimas. Memorável mesmo é o cabelo de Camille Keaton. Em uma cena ela dá o equivalente à no mínimo 6 voltas de um coque em volta de sua cabeça e ainda sobra cabelo! Je-sus.

Mommie Dearest (Mamãe Querida), 1981 - Este estava na fila há muito tempo. Faye Dunaway está assustadora como a mãe adotiva from hell e é perfeitamente compreensível porque este é o seu papel mais lembrado. Exageradíssimo e com um humor totalmente desproposital. Três palavras: "No... Wire... Hangers!!!"

Invasion of the Body Snatchers (Invasores de Corpos), 1973 - Já o tinha visto em muitas listas de melhores de ficção, mas não tinha conseguido assistir ainda. Claustrofóbico e realmente creepy. A fotografia escura e as poucas palavras realmente dão o tom dessa pérola. Sem falar do final. Entra pro roll dos melhores. Ever.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Heroes is back! (Spoilers)


Depois de uma primeira temporada com excelentes momentos mas uma season finale que ficou devendo e muito, finalmente estreiou nesta segunda a "season 2" de Heroes. Bastante irregular este "Four months later", a começar pela pouquíssima ação e a falha em apresentar de alguma forma inovadora os novos personagens. Caramba, nem parecia uma premiére! Ao invés disso tivemos longos momentos inúteis: Claire ganhando um carro, o jantar dos Bennet, Parkman sendo promovido, etc. Os últimos 10 minutos até foram bons com o assassinato e a volta de Peter, mas o episódio já estava perdido até esta altura. Let's wait and see...

INLAND EMPIRE. O gêmeo malvado de Mulholland Dr.



São duas as únicas impressões que tive nesta minha primeira incursão na nova obra/pesadelo de Lynch, além da óbvia perplexidade sobre o oceano de "whaaaatthefucks???". A) Lynch amou a reação das pessoas à meia hora final de Mulholland Dr. e resolveu fazer um filme de 3 horas com o mesmo recheio e B) Esta é a melhor atuação da vida de Laura Dern, apesar de, segundo a própria atriz, ela não ter tido a menor idéia do que estava acontecendo à sua personagem em alguns momentos. Abismal.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

I'm a Cyborg, But that's OK


O que o diretor da melhor trilogia sobre vingança (Simpatia pelo Sr. Vingança, Oldboy e Simpatia pela Sra. Vingança) poderia fazer depois de sua obra estar completa? Um romance sobre dois loucos de dar nó em um hospício, claro! Chan-wook Park reafirma porque é o melhor diretor do cinema coreano atual, em um filme cheio de mágicos detalhes, cinematografia impecável em cada frame e um surrealismo desarmador. Uma viagem de ácido.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Bug e... Pollyanna?

Momento Pollyanna, vamos jogar o "jogo do contente". Bug (ou, argh... Possuídos), o intenso as hell novo filme de Willian "O Exorcista" Friedklin, está passando aqui em Porto apenas em uma sala, no aeroporto (longe pra c*ralho). Se enfurecer com o sistema de distribuição de filmes fora do main stream? Wrong. Agradecer a Deus e beijar o pessoal do Aeroguion pela inestimável opurtunidade de ver este filme no cinema? Right! Se o Oscar não fosse o que é, Ashley Judd certamente concorreria e provavelmene levaria o homenzinho dourado. Um mergulho na insanidade e na instabilidade que traz a dor da solidão, em uma alma despedaçada pela perda. Bravo!

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

The Number One

Primeira postagem de mais um blog de Cinema. But guess what? Prometo que neste aqui, you'll have some fun. Or blood. Or tears. Ou todos. Deal?




"Victor Crowley é o próximo ícone do Horror." Harry Knowles, Ain't It Cool News. Ouvir isso do nerd-mor é no mínimo inquietante. A frase do poster "It's not a remake. It's not a sequel..." é tudo o que queríamos ler este ano. Tudo indica que o gore vai pegar pesado. Dê adeus ao torture porn. Cruze os dedos. Leve um avental. E veja o trailer: http://www.hatchetmovie.com/